O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems/PA) participa até esta quinta-feira, 9, em Brasília, de uma reunião voltada à preparação, vigilância e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos do fenômeno El Niño e de eventos climáticos extremos previstos para 2026. A atividade reúne gestores estaduais e municipais, especialistas e representantes de instituições de monitoramento climático, defesa civil e pesquisa das regiões Norte e Centro-Oeste.
O encontro, iniciado na segunda-feira, 7, tem como objetivo preparar o setor saúde para os impactos do El Niño, promovendo integração intersetorial e regionalizada. Foram enfatizadas a necessidade de antecipação, resiliência do SUS e troca de experiências entre gestores e especialistas.
Representa o Conselho, o assessor técnico da área de vigilância em saúde, Antônio Jorge Araújo, que reforçou o compromisso coletivo do encontro para estreitar laços entre instituições e parceiros. O objetivo do evento é a preparação de estados e municípios para enfrentar o fenômeno do El Niño que se aproxima, lançando mão das lições aprendidas em momentos recentes, compartilhando experiências de articulação interinstitucional. “O setor saúde é fortemente impactado registrando efeitos imediatos, no que se refere às dificuldades de acesso e no colapso da capacidade de resposta, por essa razão torna-se necessário um processo de planejamento prévio para mitigar os efeitos trazidos por este fenômeno”, disse.

Durante a reunião, foi iniciada a construção do “Plano El Niño para as Regiões Norte e Centro-Oeste”, dividido em cinco frentes: vigilância/alerta, coordenação entre governos, comunicação pública, fortalecimento da capacidade de atendimento e insumos. Essas frentes foram justificadas pela necessidade de resposta integrada diante das consequências dos eventos climáticos sobre a saúde.
Araújo informou que foram valorizadas parcerias, em especial entre Defesa Civil e Ministério da Saúde, construídas em cenários de emergência. “A atuação coordenada entre os principais atores institucionais nos estados e municípios, visa potencializar as respostas aos eventos que cada vez se tornam mais frequentes e severos”, completou.
A iniciativa faz parte de uma série de encontros regionais para discutir problemas e preparar respostas adaptadas às realidades dos territórios considerando as evidências científicas produzidas por diversos órgãos que se dedicam estudar o clima. De acordo com o assessor técnico, a diversidade de cenários como, frio extremo, ondas de calor, inundações, secas e estiagem, exigem soluções regionais específicas. “Acreditamos que os três dias de evento nos permitirão aproveitar as evidências científicas apresentadas pelos vários especialistas participantes para nortear o planejamento das ações futuras”, afirmou Araújo.